Garrafa Coca-Cola gigante no picadeiro vazio, Plaza México, anos 1960 — Archive & Atlas
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Plaza México, Mexico City

Garrafa Coca-Cola gigante no picadeiro vazio, Plaza México, anos 1960 — Archive & Atlas

Unattributed 1960–1969

AA-2026-5D2073

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On the image

Alguém decidiu que o jeito mais seguro de testar se publicidade funciona no público de touradas era plantar uma garrafa Coca-Cola aproximadamente do tamanho de um touro pequeno bem no centro do picadeiro, e ninguém encarregado parece ter discutido o ponto. As paredes de tendido acima já estão vendidas para Ron Rico, Grant's, Benedictine, Bacardi e Alka-Seltzer, o que sugere que o verdadeiro modelo de negócios do estádio nunca foi realmente sobre os touros.

Um único acomodador em boné branco fica em pé na barreira em primeiro plano, vestido para controle de multidão em um evento que ainda não produziu multidão. Os assentos estão quase vazios, a areia está bem rastojada, e a garrafa gigante apenas fica ali no sol como um mascote que ninguém se lembra de ter contratado, esperando pacientemente por quarenta mil pessoas aparecerem e comprarem algo.

É o tipo de confiança cívica peculiar à época: coloque seu produto onde a violência está prestes a acontecer, e confie que espetáculo e comércio se resolvam sozinhos. A história não registra se a garrafa foi removida antes da chegada do touro, mas é seguro supor que alguém foi pago para garantir isso.

The historian's note

Esta é a Plaza México, o picadeiro na Cidade do México concluído em 1946, que permanece sendo o maior picadeiro do mundo em capacidade de assentos, comportando mais de 40 000 espectadores. Pelos anos 1960 suas paredes interiores carregavam publicidade comercial extensa, uma prática comum em principais arenas mexicanas e de língua hispânica do período, onde marcas de bebidas alcoólicas, fabricantes de eletrodomésticos e companhias de bens de consumo compravam sinalização pintada ao longo das barreiras de tendido e anéis superiores.

A garrafa promocional colocada no picadeiro reflete práticas de patrocínio de meados do século XX em grandes espaços públicos, onde marcas de bebidas e bens de consumo utilizavam adereços de tamanho exagerado para publicidade pré-evento ou de intervalo. Tais momentos publicitários encenados eram comuns em picadeiros, estádios e parques de diversões em toda América Latina durante este período.

O uniforme e boné do acomodador são consistentes com vestuário de pessoal de arena do período, encarregados de controle de multidão e controle de acesso antes e durante corridas programadas.

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